Archive for the ‘impressões’ Category

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TTBr

In impressões on julho 2, 2010 por @rustymind Marcado: , , , , , , , , , , ,

Chega de Rebolations e embromations!

O Brasil não ganhou mas a vida continua. Eu nunca acompanho futebol, isso não muda minha vida e nem assistia jogo de qualquer espécie desde a penúltima Copa. Nessa última, fiquei mais envolvido por ser twitteiro e anarquista mas sempre com criticidade. A vida é um jogo que se pode ganhar ou perder, filosoficamente ou não, e sempre há algo de bom pra se tirar de tudo.

É hora de nova pauta, é hora de eleição. Precisamos ser menos partidários, não chamar Dilma, Marina e Serra de Lúcio, Felipe, Kaká ou Júlio César. Os debates e as propostas precisam menos Galvões, e não me refiro aos pássaros brasileiros em extição, e mais de pessoas que criticam decididas a acertar. É preciso ser juiz, treinador, torcedor, narrador e telespectador tudo ao mesmo tempo. Guardem seus esforços cognitivos!

O país não ganhou a seleção simplesmente por não ter sido a melhor. Imaginem chegar na próxima fase e ser derrotado do mesmo jeito? Peças diferentes do mesmo quebra-cabeça original. Sejamos justos e honestos com nós mesmos, isso nos basta. Precisamos de resultados mais bonitos, menos circo e mais pão, é preciso partir na luta de uma taça mais hexa: saúde, economia, educação, segurança, cultura e tecnologia. Difícil dizer quais desses títulos já foram iniciados, o fato é que de um pouco de cada necessidade dessa nação ainda somos bem perdedores.

Lenço nas lágrimas, título (de eleitor) a mãos e ataque. Os adversários são inteligentes e já somos bem livres para vuvuzelarmos nossas impressões. Vale oração, eleitor gordinho, preto, pobre, carioca, gay, nordestino, jornalista da Globo e cantor de jingle meia-boca. A próxima vitória é única e exclusivamente nossa!

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O bloco do Eu sozinho

In impressões,pensamentos on fevereiro 15, 2010 por @rustymind

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Com um fundo musical dramático, pode ate ser All by myself, pretendo não ser muito longo ao falar da minha decepção com aquelas pessoas que por vários anos ou até mesmo 2 de faculdade, coloquei na categoria preciosa e imaculada chamada: amizade.

Sou um cara bastante criterioso nos meus relacionamentos. Dizem por aí que sou simpático, divertido e uma boa pessoa, bobagem, muita bobagem, tento ser extremamente normal e honesto nas minhas atitudes e pensamentos. Isso já me basta e me mantém são para convivência. Sendo assim, dou-me o único direito de escolher gente boa para meu circulo de convivência

Apesar de exigente, espero apenas o que dou quando decido que Fulano/Fulana fará parte do sistema de preocupações, diversão e conversas francas da minha vida. Conselhos, festas, palavras sinceras e meia dose de sacrifício já são de bom tamanho pra gente ver se alguém te soma em algo nessa selva maluca que tem se tornado a vida. Já achei muita gente, tenho uma galera muito querida ao meu lado. Contudo, sinto-me só.

Todos tem atividades malucas e, pelo nossa média de idade, nada mais pertinente que viver lutando, estudando e correndo atrás de um lugar ao sol, porém, foco jamais pode ser confundido com desleixo. Se por um lado, gente que passo 6,7 meses sem ver, mostra que tem os mesmos sentimentos de sempre e que provavelmente durarão a vida toda, por outro, alguns apresentam-se como meros acasos do dia-a-dia que te usam como escoro e suporte quando precisa. Os tristes fatos me chamam à realidade; dura.

Eu considero as pessoas erradas. Isso está longe de ser a desvalorização das outras mas certas horas  parece mesmo que vivemos num sistema de colheita: ‘quando temos uma plantação muito longa é difícil ter água suficiente, adubo e agrônomo suficiente pra garimpar as terras com eficiência e justa moderação’.

Repeito que me sinto só mas não a todo momento mas sou rebelde e confirmo: odeio estar só. Não quero ser injusto com os presentes mas se falta uma parte de um todo, é impossível chama-lo de completo. Sou uma companhia mental aos que estou distante com o mesmo zelo da presença e busco isso, mas infelizmente não sinto. Apatia, indiferença e forçada ‘despercepção’ são crônicas e letais a todo esse sentimento, que confesso estar aprendendo a matar sem me desconfigurar. Aprender a matar neste caso é crucial.

Confirmo aqui a máxima que ‘nunca devemos esquecer de nos bastar acima de tudo’ e assim procurarei ser. Injusto é  guardar tanto espaço da minha vida atribulada, gerando mais atríbulo e perdas voláteis. Vou viver e cuidar de mim, esses novos espaços vagos logo farão um novo sentido, terá novos inquilinos e, quem sabe, as estatísticas façam valer nova expansão. Enquanto isso, junto os pedaços e coloco cada coisa em seu lugar com a tristeza profunda mas nunca lamentável por ser transformadora, munido do meu eterno otimismo e entusiasmo de recomeçar. Se ‘a nossa vida é um eterno Carnaval e a gente vive de esconder a dor’, também não demorará pra aparecerem novos foliões a seguirem o estandarte  do meu monobloco

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Dead and Gone

In impressões,pensamentos on dezembro 24, 2009 por @rustymind

O meu ano foi tão corrido e cheio de fatos que preciso me fazer da metáfora do trem bala para explica-lo porque não poderia termina-lo se não fosse assim, descrevendo esta parada, nesta estação. Se no princípio o tempo parecia escuro, na verdade ele era bem cinza do tipo que a gente não sabe se tudo aquilo vai virar treva ou simplesmente o sol vai aparecer e botar calor no meio de tudo. Deus me fez maquinista

Sem contar as horas nos dedos, repentinamente vi-me sobre trilhos de nuvens, sob rochas geladas e percurso de ferro sob nuvens, bem perto daqui e tão longe de lá. A vontade de chegar era tão grande que, sem um mapa nas mãos, tratei de buscar caminhos bem sólidos perto de mim. Aliás, perto não, dentro; e assim prossegui. Faltou-me tempo.

Contudo, consegui brincar de Dom Quixote e como quem pilota algo super veloz e intenso, conseguir dar uns pulinhos e aproveitar o terreno em volta para combater meus moinhos de ventos que se faziam fortes, tenazes, tangíveis e oníricos, verdade, tinham horas que o sonho e a realidade era dois vizinhos que se apaixonavam e pulava suas janelas. Faltou-me tempo de ver direito, mas a viagem não podia parar.

Corre o trem, a chaminé tem som de sino que fica pra lá e pra cá. BQ BQ BQ, me deixou pra lá e pra cá. Fui entendendo que pra se manter firme é preciso se organizar e a dor não pode rimar. No começou,  aquilo que era orgânico sabia me desconsertar.

Num descuido, o mapa vôo, fugiu pela janela. Havia só um pedaço de tábua e o vento pra lá e pra cá.

As palavras ficaram poucas mas junto com isso fui subtraindo meu pesar. O coração precisa de ombros largos e firmes pra suportar seu fel. Diante dos dissabores, decidi não ser amargo porque não conseguem levar meu coração tão fácil. Menino que gosta de doce não é tão fácil de iludir, a viagem tinha de continuar.

A proposta, o orgulho, a falta, a raiva, o sucesso, o elogio, o sacrifício todos juntos, se estivessem na metáfora do livro, poderia ser um capítulo mas como estamos na do trem, atribuo a eles um vagão. À alguns, eu dou até mais de um andar. Bota lenha pra o negócio funcionar!  Passado o tempo, agora é hora de descansar. A viagem é longa, o maquinista está com mais consciência e lá em cima sabem pra onde o levar.

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Passado o momento, brainstorm pseudo-poético, continuo a falar…

Certa vez ouvi que Um limite depois de ultrapassado, é impossível voltar e isso me tocou profundamente. Foi bem assim que, neste ano que se passou, tentei seriamente brincar.  Superei vários obstáculos e pela primeira vez na vida entendi o valor mais profundo e exato de tal verbo. Tive muitos contratempos, aperreios, decepções mas ao mesmo tempo conquistei coisas interessantes que me dão muita alegria e um honesto e nem um pouco arrogante orgulho de ter chegado lá.

Depois de todos os acontecimentos dos últimos 12 meses, tenho o sentimento correto para incentivar qualquer pessoa a perceber a importância de lutar. É assim que se alcançam objetivos, muda-se uma conduta e compreende-se o valor e a razão dos sacrifícios. Em momento nenhum, nossa última opção é chorar.

É preciso ter fé e agradecer na proporção correta. A vida não é feita de fórmulas mas cada um pode atingir algo com passos firmes e bem definidos, apenas com o bom uso de uma importante ferramenta: o observar. Por que não escrever o seu próprio mapa?

Estou cheio de novas metas e esperançoso de alcançá-las no ano que se aproxima e desde que vim morar nesta cidade nunca me senti assim. Sonhos bem anotados na mente e que nem me consomem tanto quando antes, nem arrancam-me cabelos por tentar imaginar como serão atingidos, acredito serem os mais propícios a serem colocados em prática. Quando algo é nosso e nós fazemos por onde, é praticamente impossível  não chegar lá se você souber equilibrar prudência com seu lado mais destemido. Importante é mesmo ser um bom malabarista do seu eu.

É como diz aquela música, o velho eu está morto e desaparecido. Eu acredito, no sentido mais filosófico, que a gente reencarna na mesma vida e abre novos rumos à nossa existência. Só não consigo medir o tamanho exato disso tudo a partir de agora. Fui pra outro lugar simplesmente porque precisava caminhar e assim continuo o mesmo, saindo, criando, interrogando e produzindo algo. Hei de chegar ao meu devido lugar. É uma viagem constante que não pode parar. O grande desafio é constante:  lutar ao lado da minha mente para nunca enferrujá-la

Um bom ano a todos que lêem meu blog. Continuo sempre postando por aqui, bem como no meu twitter e tumblr. Feliz Natal e próspero Ano Novo, sinceramente!

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Valeu a passagem

In impressões on outubro 30, 2009 por @rustymind

 

Está insuportável a quantidade de pedintes nos ônibus aqui em Recife. Eu me sentia preconceituoso por achá-los incômodos, mas hoje vi que tenho razão:

Estava eu dentro do ônibus nas minhas tradicionais idas ao laboratório, como sempre atrasado para meu destino, com o iPod ao pé do ouvido e escutando minhas intermináveis playlists com toda a sorte de música. Entrou uma senhora com aparência humilde, parecia mesmo aquelas moradoras de sítio que via na feira, quando pequeno, valendo-se do velho argumento ‘Tenho uma filha doente..e blá blá blá’, em alto e bom som de discusso apelativo.  Não fiz cara nenhuma e, mentalmente, desejei uma resposta para meus pensamentos, incrédulo, voltei às minhas músicas.

Eis que chegamos a uma nova parada da imensa Av.Caxangá, onde uma senhora mais velha, com jeito de doida, entrou repentinamente e já foi falando alto e por cima da outra. Um atropelo.

Tirei o fone de ouvido para ver no que ia dar a história. Diante de surdos, mudos, cantadores, trombadinhas e camponesas, ali parecia uma história diferente daquelas que estou habituado a presenciar todos os dias quando vou/volto à Universidade.

A velha senhora não hesitou e deu continuidade…

”Em nome de…Jesus!  Qualquer coisa serve..o pouco pra Deus é muito!’ (coloque aqui um sotaque nordestino+melodia de cantoria)

[COITADA] da outra

Fiquei com pena da outra pedinte que até parecia honesta e que fazia aquilo, ou por necessidade ou por ‘vitimismo’ dos problemas sociais. Meu pensamento foi rápido, achei mesmo que não era exagero meu, ver a Máfia do Esmoleiro, tão clara perante os meus olhos.

A primeira foi caladinha para o canto e puxou a cordinha.  Senti um aperto na goela, mas todo o meu dinheiro era 30 centavos (sim, meu amigo e minha amiga, vida de estudante universitário não é fácil). O motorista acabou queimando a parada e ela falou mais alto pedindo parada. Eis que a intrusa grita ”Não para não, ela desce na outra”.  Contudo, ele ouviu e a mesma saiu do veículo.

O homem é lobo do homem, por certo.

Comecei a rir sem acreditar no que via, depois percebendo que ninguém estava nem aí para o tamanho da ousadia daquela mulher, que depois ainda veio pedir qualquer coisa diretamente a mim, quase batendo no meu ombro. Inútil!  Lamentei não ter dinheiro, lamentei por viver no Brasil, lamentei por me achar preconceituoso. É só a realidade, desconhecida por ‘muitos nós’ , presente como o ar. Letal e sofrida para a maioria!

A desigualdade social não é estática, insistimos em esquecer…

 

Saí com uma resposta da vida,  pensativo sobre o mundo em que vivo e quem sabe até um ser-humano melhor. Estou certo que momentos como esse valem como uma verdadeira passagem.

Hasta la vista!


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Entre Guerras-Santas e Auto-Insurreições

In filosofia,impressões,pensamentos on outubro 18, 2009 por @rustymind Marcado: , ,

Conheço poucos Ateus verdadeiros. A maioria simplesmente discorda do Cristianismo Patológico Brutal imposto por nossa Sociedade Católica.

Nascemos e crescemos sob a aureola santificante da confissão eterna que redime quaisquer pecados, somos escravos do medo de morrer, da dor de aceitar nossa péssima condição como se fosse a vontade pura de Deus, sem o direito de questionar. Foram tão tolos os que conceberam esse padrão e jogaram-no no mundo com a idéia que o mesmo seria aceito continuamente ao longo dos séculos, amém. Doce ilusão, maldita ideologia perfeita falha.

Sou espírita por fé e convicção, embora, que fique claro, essa não seja a base do meu argumento, doravante tamanha senilidade do mesmo. Acredito que cada um tem direito de amar, fazer ritual, idolatrar e até dar a própria vida por aquilo quem bem entende. Sempre declaro em discussões desse tipo frases como ‘Se eu quiser justificar minha fé, arranjo 1000 argumentos. Se você quiser discordar, use de outros 1000 existentes’ e não chegaremos a lugar nenhum, sem o mínimo respeito. Essa não é a vontade de Alá, Jesus, Buda, Oxalá ou seja quem for, talvez a do demônio, se ele existir pra você…e blá blá blá, pá pá pá, veja…

O Brasil é um país controverso e intrigante. Somos formados por tantas raízes, gritamos por reconhecimento de nossa democracia cultural, racial e filosófica mas funcionamos como o bixo que luta pela morte mesmo dentro do fundo do poço. Tão inútil não respeitar. Existem problemas e desprezar o outro como anjo perdido é mais burrice que simples intolerância.

Dentro do coração de quem costura nomes em bocas de sapo, de quem só enxerga um palmo além da caverna de Platão ou de quem acredita na imagem de Nossa Senhora como santa, mesmo sendo proibida adoração, segundo o livro sagrado: O SEU livro Sagrado, nunca se esqueça! , existe algo maior que um julgamento superficial pode concluir. Debaixo de uma caixa craniana pulsa um cérebro, sentimentos  que erroneamente confundimos com o coração. Sim, é sob nossos pensamentos que surgem as mais diversas e respeitosas idéias sobre fé, sobre razão em ter um Deus ou simplesmente afastar-se da idéia dele sem querer ser bom ou fazer coisas boas por ética ou boa natureza independente da divindade X.

É o direito de cada um. A força que rege a cada um de nós é a que permitimos, seja ela conectada com outra ou não, pode ser condicionada, mas nunca negada com provas suficientemente aceitáveis.

Vamos amar o respeito, a liberdade de culto, as crenças individuais sem desrespeito e desamor. Dentro desse mundo descubramos nossa nicho, a razão que nos governa e que o Amor, caso ele seja importante pra ti,  possa unir o que há de comum e que salve da grande doença aqueles todos que precisam. É hora de quem se nega a olhar pra algo diferente superar a condição de vítima e saber o que realmente se quer, ninguém consegue ser feliz vivendo uma vida de revoltas. Sejamos plurais como sempre, todos nascemos com a condição de ter forças. Ainda bem!

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Das definições de amizade

In impressões,pensamentos on agosto 8, 2009 por @rustymind

Estava falando com amigos sobre algumas das pessoas que nós conhecemos e disse que gostava muito de alguém : ”Ela lá e eu cá”

Sabiamente fui lembrado que quando gostamos de alguém longe da gente, não gostamos. Se eu levar isso bem a sério, tiro o título de amigo de uma pá de gente da minha vida. Vou encarar o desafio.

Enquanto alguns deveriam parar de bancar que são meus amigos, eu deveria para de fingir pra mim mesmo que a convivência com algumas pessoas é real. Só me procuram quando precisam, só se importam comigo quando sobra tempo (e olhe lá) e, por mais que isso seja duro não adianta se enganar. Dose dura de realidade é prato de entrada pra uma vida mais feliz. Bom mesmo é ver-se livre de certas perspectivas e mudar, afinal pra isso não se depende de outrem

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Direito final

In impressões on julho 8, 2009 por @rustymind Marcado: ,

Eu vi a dita cuja. Não que este fato vá mudar a minha vida mas valeu ao menos uma longa reflexão, afinal, a criatura foi a mulher que mais amei na vida e que de longe merecia metade do que eu dei e tinha guardado para compartilhar. Dizem que o corpo suporta somente duas vezes, em toda a vida, a força das reações de uma paixão, não sei se a estatística é verdade quando vem seguida de amor. Isso ainda me importa

Foi sofrido por muitos dias, que mais pareciam anos, hoje, é indiferente e nenhum pouco nocivo. Cresci. Contudo, nada tira o fato que eu vi a cena ou, falando melhor, uma encenação das grandes e por esta razão me irrito de maneira quase cidadã.

Como pode alguém viver feliz assim? Quanto vale o peso de sustentar uma mentira? Quanto tempo é possível segurar uma barra assim? As respostas são incompletas e concomitantemente certeiras usando-se de senso comum: Pode-se viver sustentando uma mentira mas não por muito tempo. Os danos são certos, mas as pessoas insistem (um direito, claro)

Enfim, assim como sempre, nossas vidas nunca andaram iguais e nos momentos que tudo esteve mais próximo só um coração se enganou (não aconteceu). Hoje passou como você passou por mim, você não me ver porque não é mais necessário e eu só te avistei pra perceber que não preciso disso. Naquele momento exorcizei a raiva e a pena com sabedoria, compaixão por muito tempo foi crucifixo, hoje, é água benta. É melhor você bem longe de mim. Qualquer coisa com você: Nunca mais