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O bloco do Eu sozinho

In impressões, pensamentos on fevereiro 15, 2010 by @rustymind

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Com um fundo musical dramático, pode ate ser All by myself, pretendo não ser muito longo ao falar da minha decepção com aquelas pessoas que por vários anos ou até mesmo 2 de faculdade, coloquei na categoria preciosa e imaculada chamada: amizade.

Sou um cara bastante criterioso nos meus relacionamentos. Dizem por aí que sou simpático, divertido e uma boa pessoa, bobagem, muita bobagem, tento ser extremamente normal e honesto nas minhas atitudes e pensamentos. Isso já me basta e me mantém são para convivência. Sendo assim, dou-me o único direito de escolher gente boa para meu circulo de convivência

Apesar de exigente, espero apenas o que dou quando decido que Fulano/Fulana fará parte do sistema de preocupações, diversão e conversas francas da minha vida. Conselhos, festas, palavras sinceras e meia dose de sacrifício já são de bom tamanho pra gente ver se alguém te soma em algo nessa selva maluca que tem se tornado a vida. Já achei muita gente, tenho uma galera muito querida ao meu lado. Contudo, sinto-me só.

Todos tem atividades malucas e, pelo nossa média de idade, nada mais pertinente que viver lutando, estudando e correndo atrás de um lugar ao sol, porém, foco jamais pode ser confundido com desleixo. Se por um lado, gente que passo 6,7 meses sem ver, mostra que tem os mesmos sentimentos de sempre e que provavelmente durarão a vida toda, por outro, alguns apresentam-se como meros acasos do dia-a-dia que te usam como escoro e suporte quando precisa. Os tristes fatos me chamam à realidade; dura.

Eu considero as pessoas erradas. Isso está longe de ser a desvalorização das outras mas certas horas  parece mesmo que vivemos num sistema de colheita: ‘quando temos uma plantação muito longa é difícil ter água suficiente, adubo e agrônomo suficiente pra garimpar as terras com eficiência e justa moderação’.

Repeito que me sinto só mas não a todo momento mas sou rebelde e confirmo: odeio estar só. Não quero ser injusto com os presentes mas se falta uma parte de um todo, é impossível chama-lo de completo. Sou uma companhia mental aos que estou distante com o mesmo zelo da presença e busco isso, mas infelizmente não sinto. Apatia, indiferença e forçada ‘despercepção’ são crônicas e letais a todo esse sentimento, que confesso estar aprendendo a matar sem me desconfigurar. Aprender a matar neste caso é crucial.

Confirmo aqui a máxima que ‘nunca devemos esquecer de nos bastar acima de tudo’ e assim procurarei ser. Injusto é  guardar tanto espaço da minha vida atribulada, gerando mais atríbulo e perdas voláteis. Vou viver e cuidar de mim, esses novos espaços vagos logo farão um novo sentido, terá novos inquilinos e, quem sabe, as estatísticas façam valer nova expansão. Enquanto isso, junto os pedaços e coloco cada coisa em seu lugar com a tristeza profunda mas nunca lamentável por ser transformadora, munido do meu eterno otimismo e entusiasmo de recomeçar. Se ‘a nossa vida é um eterno Carnaval e a gente vive de esconder a dor’, também não demorará pra aparecerem novos foliões a seguirem o estandarte  do meu monobloco

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2 Respostas to “O bloco do Eu sozinho”

  1. É por isso que só tenho amigos distantes. Não consigo manter amizades, já deu pra notar até no mundo da internet.

    Acho importante ter amigos, só não se pode depender 100% deles, afinal, são pessoas e elas falham.

    Bjs 😀

  2. Achava ser a única a me sentir sozinhaa no meio de uma multidão, não acredito que ‘só ter amigos distantes’ seja a chave da felicidade. Acredito que devemos sim ter amigos próximos, mas cientes de que nem sempre o que doamos recebemos de volta.

    se cuida.

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