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Dead and Gone

In impressões, pensamentos on dezembro 24, 2009 by @rustymind

O meu ano foi tão corrido e cheio de fatos que preciso me fazer da metáfora do trem bala para explica-lo porque não poderia termina-lo se não fosse assim, descrevendo esta parada, nesta estação. Se no princípio o tempo parecia escuro, na verdade ele era bem cinza do tipo que a gente não sabe se tudo aquilo vai virar treva ou simplesmente o sol vai aparecer e botar calor no meio de tudo. Deus me fez maquinista

Sem contar as horas nos dedos, repentinamente vi-me sobre trilhos de nuvens, sob rochas geladas e percurso de ferro sob nuvens, bem perto daqui e tão longe de lá. A vontade de chegar era tão grande que, sem um mapa nas mãos, tratei de buscar caminhos bem sólidos perto de mim. Aliás, perto não, dentro; e assim prossegui. Faltou-me tempo.

Contudo, consegui brincar de Dom Quixote e como quem pilota algo super veloz e intenso, conseguir dar uns pulinhos e aproveitar o terreno em volta para combater meus moinhos de ventos que se faziam fortes, tenazes, tangíveis e oníricos, verdade, tinham horas que o sonho e a realidade era dois vizinhos que se apaixonavam e pulava suas janelas. Faltou-me tempo de ver direito, mas a viagem não podia parar.

Corre o trem, a chaminé tem som de sino que fica pra lá e pra cá. BQ BQ BQ, me deixou pra lá e pra cá. Fui entendendo que pra se manter firme é preciso se organizar e a dor não pode rimar. No começou,  aquilo que era orgânico sabia me desconsertar.

Num descuido, o mapa vôo, fugiu pela janela. Havia só um pedaço de tábua e o vento pra lá e pra cá.

As palavras ficaram poucas mas junto com isso fui subtraindo meu pesar. O coração precisa de ombros largos e firmes pra suportar seu fel. Diante dos dissabores, decidi não ser amargo porque não conseguem levar meu coração tão fácil. Menino que gosta de doce não é tão fácil de iludir, a viagem tinha de continuar.

A proposta, o orgulho, a falta, a raiva, o sucesso, o elogio, o sacrifício todos juntos, se estivessem na metáfora do livro, poderia ser um capítulo mas como estamos na do trem, atribuo a eles um vagão. À alguns, eu dou até mais de um andar. Bota lenha pra o negócio funcionar!  Passado o tempo, agora é hora de descansar. A viagem é longa, o maquinista está com mais consciência e lá em cima sabem pra onde o levar.

~

Passado o momento, brainstorm pseudo-poético, continuo a falar…

Certa vez ouvi que Um limite depois de ultrapassado, é impossível voltar e isso me tocou profundamente. Foi bem assim que, neste ano que se passou, tentei seriamente brincar.  Superei vários obstáculos e pela primeira vez na vida entendi o valor mais profundo e exato de tal verbo. Tive muitos contratempos, aperreios, decepções mas ao mesmo tempo conquistei coisas interessantes que me dão muita alegria e um honesto e nem um pouco arrogante orgulho de ter chegado lá.

Depois de todos os acontecimentos dos últimos 12 meses, tenho o sentimento correto para incentivar qualquer pessoa a perceber a importância de lutar. É assim que se alcançam objetivos, muda-se uma conduta e compreende-se o valor e a razão dos sacrifícios. Em momento nenhum, nossa última opção é chorar.

É preciso ter fé e agradecer na proporção correta. A vida não é feita de fórmulas mas cada um pode atingir algo com passos firmes e bem definidos, apenas com o bom uso de uma importante ferramenta: o observar. Por que não escrever o seu próprio mapa?

Estou cheio de novas metas e esperançoso de alcançá-las no ano que se aproxima e desde que vim morar nesta cidade nunca me senti assim. Sonhos bem anotados na mente e que nem me consomem tanto quando antes, nem arrancam-me cabelos por tentar imaginar como serão atingidos, acredito serem os mais propícios a serem colocados em prática. Quando algo é nosso e nós fazemos por onde, é praticamente impossível  não chegar lá se você souber equilibrar prudência com seu lado mais destemido. Importante é mesmo ser um bom malabarista do seu eu.

É como diz aquela música, o velho eu está morto e desaparecido. Eu acredito, no sentido mais filosófico, que a gente reencarna na mesma vida e abre novos rumos à nossa existência. Só não consigo medir o tamanho exato disso tudo a partir de agora. Fui pra outro lugar simplesmente porque precisava caminhar e assim continuo o mesmo, saindo, criando, interrogando e produzindo algo. Hei de chegar ao meu devido lugar. É uma viagem constante que não pode parar. O grande desafio é constante:  lutar ao lado da minha mente para nunca enferrujá-la

Um bom ano a todos que lêem meu blog. Continuo sempre postando por aqui, bem como no meu twitter e tumblr. Feliz Natal e próspero Ano Novo, sinceramente!

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Uma resposta to “Dead and Gone”

  1. vc escreve pra cacet*
    amanhã venho aqui escrever um comentário digno ;D
    abraços!

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