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#vidadegordinho

Perder peso é um grande problema. Poderia começar este texto com uma enxurrada de dados a respeito da obesidade como uma dos maiores problemas de saúde pública do mundo, se realmente números mobilizassem um gordinho a mudar seu estilo. A realidade é bem mais pesada decisões simples podem fazer toda a diferença.
Em Fevereiro deste ano ano, ás vésperas do Carnaval, eu tinha 92 kg e parecia realmente não me importar com isso. Comer era um dos meus maiores prazeres embora o tradicional assalta de geladeira não fazer meu estilo há um bom tempo. Doces, massas e gelados são realmente chamativos em todos os aspectos.
Era uma manhã e eu me arrumava para encontrar alguém que veio de outro estado e que tínhamos nos visto há 2 anos e, como uma garotinha que vai encontrar o príncipe, eu queria ta bonitão para causar um boa impressão a ela. Cheguei na frente do espelho e pensei Porra, eu tô gordo!, isso foi o pontapé inicial para a grande mudança que aconteceu na minha vida. Felizmente minha aparência não foi tão decepcionante mas decidi que ao menos naqueles dias de folia iria tomar apenas H20, parente mais próximo do refrigerante. Depois de tanto pular, fechar a boca só um pouco e substituir Fanta/Sprite/Pepsi por algo menos calórico eu já tinha diminuído 2.000 gramas do montante inicial rs
Uma semana depois fui com vergonha pela primeira vez na vida a uma academia, fiz minha matricula e logo pela manhã já estava eu desengonçado a brincar de quase morte a cada minuto. Sabia que seria difícil mas não contava com a parte de ter de obter algum conhecimento sobre metabolismo, fisiologia do exercício e a parte técnica mesmo que vai desde ao tempo de caminhada numa esteira a posição de levantar os pesos. Precisava de estratégias para que tudo aquilo não passasse de mais uma empolgação fulgás.
Minha estratégia foi a do auto-conhecimento (momento auto-ajuda). Como sou estudante da área de saúde, fui dentro das minhas cadeiras na universidade e no meu pouco tempo livre entender maneiras inteligentes de eliminar calorias de acordo com minhas necessidades.
Era sem duvida um sacrifício para mim. Malhar perto da universidade era uma forma de não me fazer desistir ou arranjar desculpas, pensar nos resultados estéticos me fez cuidar ainda mais de mim porque nem vivo naquela hipocrisia que uma mente bonita faz tudo, ficar todo dolorido na correria do pior período escolar até agora realmente requeria seriedade e disciplina. Perder peso é o irmão mais velho do ato de abandonar maus-hábitos
Fui aos poucos me habituando a comer pão integral, arroz integral, pouco açúcar e menos massa. Concomitantemente, a balança sorria a cada vez que subia nela e eu comecei a ter mais estimula e uma melhora considerável na auto-estima. Fui realmente tomando consciência do mal que vinha causando a mim mesmo (tal qual fumar, beber ou até fumar) e, sim, tinha certa que nunca mais queria chegar tão perto dos 100.
A minha vida começou a tornar-se mais estressante. Ia todos os dias assistir as piores aulas do mundo, fazer provar e me aborrecer com alguns professores e eu senti um mal estar terrível até o dia em que tive uma aula de Fisiologia que o professor ensinava a aferir a Pressão Arterial e…surpresa: a minha estava bem alta. Coloquei a culpa no estresse e, persistindo, procurei o médico e descobri minha hipertensão emocional (vai no Google). Tinha em mãos mais um motivo justo para me manter no caminho.
Entendi que ficar magro, ter saúde e cuidar da aparência não era algo tão fútil quando eu pensava, não que minha percepção da realidade se limitasse a isso. Chega uma hora que é mesmo necessário redefinir suas prioridades e pensar na sua vida como algo orgânico, fundamentalmente e quase exclusivamente do teu interesse. Tudo pode parecer bem obvio mais a maioria das pessoas passam batido por isso e acabam esquecendo do equilíbrio clássico mente sã, corpo são.
Passado o período adaptativo, vieram outros mas fui viciando em tudo de bom que o exercício me proporcionava e consegui perder 8 kgs com todas essas práticas. Decidi procurar uma endocrinologista já que meu cardápio estava balanceado mesmo sem a ajuda de um profissional nutricionista e meu corpo simplesmente parecia travado. Fui animado e com o argumento de que a eliminação de gordura corporal, sobretudo abdominal, reduziria ainda mais a P.A e assim descobri o Cloridrato de Sibutramina.
Estudante de Farmácia que sou, tenho o habito de consultar a farmacologia de todos as drogas que consumo (já vi a da Coca e da…brincadeira) e uma vez feito todos os exames e com o devido acompanhamento dos duvidosos médicos de hoje em dia comecei a consumir o tal Vazy e Slenfig e continuei minha programação local. Felizmente não senti praticamente nenhum dos efeitos comuns ao medicamento, exceto uma mau-humor sem igual e uma apatia preocupante nos primeiros 7 dias que depois foram sumindo e, no contexto das férias, fui ocupando meu tempo livre. Mudar de academia facilitou o processo uma vez que na nova eu tenho um pouco mais de atenção (mas não tanta) e lá tenho avaliação física de tempos em tempos, logo, meu programa de exercícios é mais focalizado nos meus objetivos e a proximidade de casa elimina muitos dos transtornos antigos.
Hoje, 8 meses depois, livre das drogas (imagino alguém que lê só esta parte do texto), perdi 17 kgs e minha pressão está controlada. Mais importante que isso, acho que minha mente e hábitos também e agora ocupo meus esforços em controlar o peso, perder mais gordura e ganhar músculos, massa magra, que consomem meu glicogênio e combinado com uma serie de fatores e a medida correta de exercícios aeróbicos, conseguem me deixar equilibrado. É um jogo bioquímico e matemático divertido de se acompanhar quando se tem um pouco de boa vontade.
As pessoas continuam me parando perguntando o famoso o que você fez para emagrecer? e confesso que ainda não me enxergo tão magro assim, exceto minhas roupas que estão todas folgas e, sem a ajuda do Gugu (ajuda eu!), fica difícil renovar o guarda-roupa do dia para a noite. Esse não é bem o meu foco. Apesar dos estudos, mantenho com relativa facilidade o habito de correr 15 minutos, caminhar mais 20 ou 30 na esteira e às vezes complemento ou substituo com caminhada pela Beira Rio, pista aqui pertinho de casa, para livrar-me do tédio e depois sigo com a musculação normal. Acho que sem um iPod ou qualquer meio para se ouvir música seria mais difícil já que exercício repetitivo entedia até as pessoas mais dinâmicas, faço uma seleção semanal de pop eletrônico, trance, psy, forró e meu tradicional indie rock. Claro que não podemos deixar de dizer que academia é um local de pessoas fúteis e que tem horas que só pensando na vida e ligado em uma música dá para conviver com algumas pessoas.
Não sei o quanto esse texto mudará a cabeça de quem se propor a lê-lo mas é minha forma de dizer que estou feliz, satisfeito e que, sim, é possível superar as dificuldades e que com boa vontade chega-se lá uma hora ou outra. Meus atuais objetivos são perder ao máximo o resto da gordura, encontrar alguma definição muscular e a fazer a coisa mais chata que é comer sem vontade e fora de hora (diga a cada 3, entre as refeições) para acelerar o metabolismo. Vou chegar lá rápido porque agora disponho de um peso a menos nas costas e em todo lugar
What are you doing, Mc Giver?

Algumas pessoas são premiadas por eventos nada comuns em sua vida. Por astúcia celestial ou provação luciferiana, esses indivídios sofrem uma séria bateria de testes par ver aonde vai sua paciência, bom-humor e capacidade de complicar-se e cair na confusão. Conheça mais sobre o assunto de maneira bem exemplificada por quem? Sim, por mim!
#epicfail nível 1
Segunda-feira passada começou o curso de Inglês. Tudo seria muito bonito se não tivesse esquecido da data e, ao me dar conta do fato, sair correndo para chegar menos atrasado. Alcancei o objetivo.
É estranho chegar a uma turma nova, justamente pra mim que só convivi com 3 turmas em toda a minha vida: o colégio (a mesmo do maternal ao 3º ano), inglês básico e a da faculdade. Sentei num canto e tratei de participar.
Dentre os novos alunos daquela classe, há um colombiano que participa daqueles programas de intercambio da universidade e que aproveitou para fazer o curso de Inglês. Detalhe: o cara não fala quase nada de Português, muito menos Inglês com perfeição e fica alheio a todas as piadas por falta de contexto.
Estávamos nós em grupo fazendo atividades e com a difícil tarefa babilônica de agregar todos os idiomas concomitantemente e eu paciente traduzindo com ajuda de… (DEUS!) as coisas pra o gringo. Troquei go on por c’mon e um outro cara tratou de me corrigir e depois discordou da minha explicação em espanhol.
Soltei um irado: Sei lá, nunca gostei de espanhol mesmo! Silêncio constrangedor. Rosto vermelho. E todo mundo acabou caindo na risada pela minha cara de vergonha. Expliquei que não era exatamente da pessoa dele. Não sei se consegui explicar nada direito, do começo ao fim
#epicafail 2
Sabadão um dia de sol, praia e muita curtição dessa galera esperta. Eu que sou mais modesto só queria mesmo assistir minha aula prática de orgânica e depois trabalhar como Dj e estar com minha turma nos jogos da faculdade. Acordei cedo, primeiro fui às prioridades: estudar.
Grupo feito, aula iniciada, experimentos em andamentos, testinho respondido e chegou a hora de lavar as vidrarias. As boas práticas de laboratório pedem por sabadão, enxágüe e, para desinfetar, nada como água destilada, que ficar guardada em uma vibraria, que nem é exatamente de vidro, chamada PISSETA.
Eu e minha mente estabanada, confundimos Pisseta com Bureta, some-se uma dislexia tênue e confunda Bureta com, sim, vocês entenderam! Só acrescente chamar isso na frente de 2 meninas conhecidas e outra de outro período. Contudo, minha série de trapalhadas nem estava perto de acabar…
#epicafail 3,4,5,6,7,8,10,….,n
Os jogos foram muito legais, ri, comi, dancei, toquei para as pessoas e, antes de estendermos as comemorações no bar em frente da faculdade, fui pegar uma encomenda perto da universidade rural. Serviço feito, hora de voltar e acabar o Sábado mais feliz.
Voltando pela avenida perto do Zoológico de 2 Irmãos, o carro morre enquanto outros vem atrás. Mantive a calma por causa da velocidade, liguei o alerta e encostei numa parada de ônibus, felizmente, sem bater em nada e ninguém. Tentei dar partida de novo e nada e nunca mais consegui.
Daí decorreriam várias horas, num total de 5 entre espera de quase 2 por ajuda, sede, solidão, falta de dinheiro (tinha que pagar a encomenda e esqueci o dinheiro, gastei o meu e fiquei com 1 real no bolso, que diga-se de passagem não dá nem pra 1 garrafinha de água) , esmola (foi tudo que pude fazer quando uma mulher me pedia ajuda pra voltar pra casa, deu meu único real sem saber se estava ajudando, mas o mesmo era mais útil a ela naquele momento) , ausência de créditos no celular e de sinal (se os bônus ainda deixavam ligar para casa e para 1 pessoa, a Claro não cooperava e ficou difícil completar quaisquer ligação, quando os amigos ou não atendiam o celular e a operadora dizia categoricamente que não era possível completar a ligação), mal entendidos (meu tio foi parar em outra cidade atrás de mim) e perigo (sim, havia uma barraquinha na frente da parada de ônibus que não costuma ficar aberta até as 22 horas mas, sabem como é, até mesmo os bêbados do outro lado da rua cansam e voltam pra casa, logo, tive de ficar naquele esquisito esperando alguém).
Coloquei água para o arrefecimento com ajuda de algumas pessoas mais cedo, não estava faltando gasolina, muito menos carga na bateria. Triste fim. O carro não pegaria antes do meu tio chegar, nem depois. Acreditem que uma tira de pano vermelho ficou exatamente em baixo de toda a correia do motor, de forma inexplicável, empenando as velas e impossibilitando a partida. Solução foi rebocar e depois chegar em casa, levado pelo meu tio, exausto porém incrivelmente feliz.
Eu sou sortudo, eu sou feliz. Os problemas acontecem mas o santo parece ser forte e decidido. Um dia quando me aposentar, até estimo escrever um livro contando todas as encrencas que me meto, por enquanto, eu rio durante e depois que passa. E quem não gostaria de ter uma vida parece com um seriado?
~ tumblr (my multimedia blog)
Cloridrato de Bom Censo

Em tempos de Gripe Suína, H1N1, Gripe A, Influenza ou qualquer coisa do gênero, não importando o nome do monstro, a mídia tem uma influencia sem igual no bom censo da população em geral. Infelizmente por desconhecimento, falta de atendimento médico adequado e ausência de vagas no sistema de saúde milhares de pessoas morrem ou sofrem de complicações renais, cardíacas e comprometem o sistema nervoso por ingerirem substancias nocivas ao metabolismo e a própria patologia que se deseja combater. É preciso mudar essa situação.
Diante de 34.000 casos por ano, segundo o Sinitox, não se poder cruzar os braços por parte de profissionais da área de saúde em geral e nós farmacêuticos. É lamentável que até mesmo os próprios médicos desconheçam as noções básicas de farmacologia, mecanismo de drogas e perigos na combinação de remédios, que pode ser letal.
O primeiro passo básico é: informe-se e discorde. Sim, antes de tomar quais medicamentos (de uma simples Aspirina a um calmante) fale ao seu médico ou farmacêutico todos os sintomas com fidelidade, outras drogas que você consuma e exija (porque não?) saber como ela vai atuar no seu organismo e os possíveis efeitos colaterais. Evite erros comuns porém graves como interromper tratamentos de qualquer natureza sem avaliação prévia do seu médico e tomar antibióticos fora de hora. Lembre-se que anti-inflamatórios interferem nas condições fisiológicas renais, cardíacas e pode aumentar a P.A (pressão arterial), analgésicos podem irritar a mucosa gástrica, entre outros. Diante de quaisquer sintoma que indique reação alérgica e/ou choque anafilático, procure urgentemente um posto ou local de atendimento médico.
Saúde é coisa séria e não se brinca. O clichê deve ser levado realmente a sério como prescrição fundamental para uma boa qualidade de vida. Informação e consciência são o limite principal entre o remédio que te cura e o que vira uma ”droga”
Penso, logo insisto
A vida e os dias têm me trazido uma oportunidade significativa: a de por em prática todo o meu conhecimento, adquirindo outros e enxergando novos horizontes. É um trabalho cansativo, oneroso, renunciante e estressante, contudo, vale a pena encarar uma nova vida com as várias possibilidades, o frio na barriga típico e, ao final, ver que seus objetivos foram alcançados de uma maneira geral . Sempre parto do princípio que expandir os rumos é primordial.
O mundo deu tantas voltas que até duvido que 2008 tenha sido apenas um ano, creio veementemente que não. Comecei uma faculdade e gostei dela, deixei a antiga cidade, tive decepções, passei por momentos complicados e fico feliz por tudo isso. Nada é tão incerto quanto antes, isso me faz sonhar e , diante disso, tenho combustível suficiente para seguir em frente, então, sigo na hora que der.
O fato é que estou cansado mesmo. Fracassei no aspecto vida social, balada e curtição, que ficaram bem escondidos no caderno de planos e arregimentados por sete cadeiras que exigiam muito estudo, além do curso de Inglês e as viagens inadiáveis a Caruaru (não falo com mágoa). Agora as aulas estão acabando, preciso estudar para as últimas provas e cadê a disposição mental? Se não dá pra voltar atrás dos erros, ao menos aprenda com eles e não os repita. Isso me faz querer férias urgentemente com uma estima inédita. Não quero uma mente enferrujada e uma vida dessas pra sempre. Preciso pensar …
The Killers – Human
Integrando o novo álbum do The Killers que sairá no próximo dia 25, a música Human foi tocada ao vivo no último EMA de 2008. O programa contou com uma qualidade extraordinária nas apresentações ao vivo, exceto na escolha dos premiados, que não vem ao caso. Ao contrário de muitos artistas que funcionam bem em estúdio e ao lado de uma penca de produtores da tribo MTV , os Killers provaram que é possível fazer um bom Indie Rock com produção para impressionar o mainstream, mesmo já bem distante das raízes, não decepcionar os fãs e manter o clima alternativo das composições.
'Are we human? Or are we dancers? My sign is vital My hands are cold And I'm on my knees Looking for the answer Are we human? Or are we dancers?'
Pensar enlouquece
Hoje faz um dia muito bonito aqui em Recife. O céu não tem muitas nuvens e mostra caçoando de mim o quanto ele pode ser azul ao lado do sol. Ainda tenho quase 40 páginas para estudar e preciso decorar os nomes de um monte de músculos, ossos e articulações para a primeira prova na Faculdade, que será na próxima sexta-feira.
A vida segue seu curso normal. Eu seria extremamente redundante se dissesse que tudo mudou e que estou tendo um monte de coisas novas a me adaptar , porém, posso dizer com propriedade e alegria que estou bem e entusiasmado com os (excessivos) estudos, bem como todo o universo a ser explorado que a gente encontra por lá. Isso sim é algo pessoal e relativo…
Diante de tudo, cheguei a “brilhante” e funcional conclusão que meu maior problema não é o tempo, ou a falta do mesmo, como queira, e sim a otimização desse generoso cidadão que não espera por ninguém. Não posso esquecer o quanto é importante estar envolvido em sonhos e projetos pessoais, mas que jamais posso abandonar a condição de ser -humano sadio e feliz que precisa sair , conhecer gente nova e aproveitar seus instantes na terra como os últimos . Preciso caminhar pelo caminho oposto ao de certas pessoas que reencontrei na Universidade e que na época do Colégio sorriam, corriam menos e eram menos estressadas. Ninguém irá me convencer que angústia é sinônimo de uma vida melhor. Acredito veementemente que não ser feliz é negligenciar a própria existência e eu quero sempre estar em dia com a minha…
Vanguart – Semáforo
Café na mente, óculos na mesa
Não conviva com a ilusão de que você conhece totalmente a pessoa que está ao seu lado. Ser diferente e estranho não é vaidade, é propriedade do ser humano. Ensaia mas não se esquece de que não existe prévia da verdade. Do contrário, decepção.
Eu tive um mês bem diferente de tudo que já vivi. É certo que nem um dia é igual ao outro mas, definitivamente, os últimos 30 dias tentaram me colocar no eixo, sim, um novo eixo no qual imprevisíveis giros puderam me conduzir a uma nova visão das coisas e dos fatos. Se tem alguém que saiu realmente fortalecido diante de tudo, sem dúvidas, e com orgulho, trata-se de mim. Este velho guerreiro que não repousa de sua ansiedade de viver e que jamais desistirá de ser da vida um vivedor, segue em frente armado com a simplicidade de um novo óculos
“Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender”
( Alvin Toffler )
Radiohead – House of Cards
Retrospectiva 2007 , …
Em plena reta final da 21º corrida que participo , acho que chegou a hora de colocar um pouco dela no papel e relembrar o quanto foi inesquecível e os verdadeiros motivos disso, os fatos.
O ano começou de uma maneira triste e emendada com o final de 2006. As minhas férias escolares foram muito difíceis pois a saúde do meu pai estava bastante comprometida e todos nós aqui em casa estávamos extremamente triste com a dura realidade que se constitui a hemodiálise.A dor de ver meu pai sofrendo , a minha mãe lutando de um lado só poderia ser superada com minha dedicação extrema e confiança em Deus que , por muitas vezes , nos fez bastante fortes , esquecendo os fatos e seguindo em frente para dar forças a quem mais precisava , certamente um milagre de resistência principalmente para mim que sou tão apegado a minha família e estive muito sensível esse tempo todo.
Não passar novamente no Vestibular foi outra coisa muito difícil mas juro que não fiquei pelos cantos triste como sempre.As minhas grandes alegrias foram a aprovação de Weruska e de Marcinho , amigos que tive que estar mais longe esse ano.A decisão de seguir em frente foi corroborada pelos meus verdadeiros companheiros quem nem sempre estiveram na mesma cidade ( Jackie , Vanessa , Harry , Renato ) mas fizeram-se presentes e, embora difícil , eu tentaria dar o melhor de mim e agir antes de tudo como um forte.Desisti de estudar no Contato e fui fazer matérias isoladas lá no Mais.
As minhas aulas começaram em Março e mal sabia eu que esse seria o início de grandes mudanças na minha vida.Peguei o barco já andando e corri um pouco pra alcançar os assuntos que já haviam sido mostrados mas logo comecei a me adaptar inclusive à solidão pois pela primeira vez estava sem os meus melhores amigos por perto.
A perda do meu pai é algo que nem dá pra descrever.Senti e ainda sinto uma grande dor por não poder fazer o que eu mais queria que era terminar aquela dor e fazer com que tudo voltasse ao normal , vendo minha família mais alegre. Contudo, busquei compreender que as razões do nosso grande mestre que não está lá em cima e sim em todo lugar , principalmente dentro de nós , são maiores que nossa limitada consciência.
A minha grande preocupação passou a ser minha mãe que sentiu-se tão só quanto eu e que realmente estaria tão bem acompanhada o quanto eu me fizesse presente.Lutamos juntos para resolver uma série de coisas que nunca fomos tão preparados como contas bancárias , administrar as finanças da casa , problemas com o meu hyper-problemático carro e tantas outras coisas que não seriam possíveis sem o grande apoio dos nosso amigos.As pessoas foram fundamentais em todos os momentos com a ajuda que poderia parecer mínima mas que para nós fez uma grande diferença pois compreender que ter ao nosso lado alguém em quem se pode confiar é sempre motivante .A companhia é a melhor ajuda nesses momentos , certamente.
Os meses seguintes foram uma luta contra os fatos . Fugi em muitos momentos da depressão e fui me dedicando mais aos estudos atividade, muito difícil , diga-se de passagem. A minha doutrina foi fundamental para meu equilíbrio e para o da minha mãe também.
A vida efetiva foi tumultuada e complicada. Se eu fosse compositor , criaria uma daquelas canções de dor de cotovelo em que a mulher maltrata , você sabe que o amor é impossível , relembra as noites de amor e que depois de muitos desenganos tudo dá em nada.Ouvi coisas demais , fiquei sabendo de outras mais complicadas ainda e já fiquei chateado o suficiente. Ainda bem que , por uma série de coisas , eu agi com uma relativa tranqüilidade e isso é algo , entre aspas , superado.
O São João (entenda-se um mês e meio de festas ) da minha cidade seguiu a mesma linha sempre e eu saí muito pouco.Nada teve muita graça pois os lugares que a gente costuma ir estava bem diferentes e , no fundo , chatos e sem graça para o que a gente gosta de fazer nas festas.O mês de junho foi bem corrido porque eu queria aproveitar um pouco sem deixar de estudar e também o cansaço que já começa a bater antes das férias de apenas uma semana em Julho , mês em que eu me inscrevi nas provas (fui uma complicação) e viajei para Campina Grande para fazer a prova de Cajazeiras.
No segundo semestre , comecei a me sentir melhor depois do turbilhão de coisas do primeiro.O ritmo das aulas aumentou muito e eu não parei praticamente nenhum dia em casa e diretamente proporcional ao tempo que distava do vestibular a minha tensão seguia o mesmo rumo.As novas amizades lá no Mais foram muito importantes.
Os últimos dias antes , durante e depois do Vestibular são sempre parecidos para todas as pessoas mas cada um sente de um jeito devido as próprias condições.Eu dei graças a Deus quando o ano terminou letivo terminou pois realmente já não agüentava mais.Finalmente chegou a hora de apurar as vivências , relembrar os fatos e planejar como será 2008.
A solidão foi como uma mosca chata durante todos esses meses.Agora sei o que é sentir falta seja de um parente , um amigo e de mim mesmo , embora , existam presenças que ultrapassam o significado físico em que um simples pensamento ou uma boa lembrança nos deixa mais próximo daquilo que tanto gostamos ; é filosófico.A internet também foi um grande refúgio diante disso pois serviu de área de lazer e estudo de várias coisas diariamente.A aplicação deve-se a minha percepção de quantas oportunidades existe na vida e de como o mundo tem funcionado em vários locais e , acreditem , isso traz vida às pessoas.Escrever minhas idéias , ver fotos e ler/deixar mensagens para alguns é muito divertido e encurta muita coisas.
Acho que se uma palavra pudesse resumir o ano de 2007 pra mim , resistência seria a mais apropriada.É bom olhar pra traz e dizer que sobrevivi a instantes péssimos. Contudo , foi a oportunidade de eu deixar muitos dos meus pensamentos mais sólidos , refletir sob uma nova ótica os meus objetivos e definitivamente virar um novo Clovis , dessa vez mais adulto , mas que não é o que realmente me agrada ainda.Ter vivido os piores momentos da minha vida não me trouxeram o sorriso difícil mas nunca sem sinceridade e sim a importância de colocar força , sorrir e ir em frente , confiar em mim mesmo e na beleza de ser um eterno aprendiz.
Não posso concluir esse texto como se faz por aí pois não sei exatamente o significado dos últimos 365 dias mas guardo comigo todas as lições , na esperança de saber usá-las como um sábio.A vida , o tempo , meus sonhos não param…
FELIZ 2008.
Chaves – Se você é jovem ainda
Eu tive um dia memorável , confesso que não sei exatamente em que sentido.Acordei cansado e mau humorado depois de uma noite mal dormida e o cansaço só tendia a crescer , fato cuja a simples possibilidade só me deixava mais irritado para enfrentar as várias seqüências de 60 segundos seguintes.O excesso de horas assistindo aulas não foi , definitivamente, o fato mais difícil pois apesar de tudo até que me encontrava em um nível de concentração agradável.
O ambiente é que por vários momentos não se tornava favorável ao meu bom estado de espírito.A aula de literatura mal começara e em volta o clima era de insegurança por boa parte da sala pois em poucos minutos sairia o listão da faculdade daqui e , percebendo o clima , a professora tratou logo de acalmar com um comentário sóbrio a respeito da realidade , do tipo : Deus até pode , mas ele não vai mudar a presença ou ausência do nome de alguém no listão.
As horas prosseguiram e eu fui aos poucos me sentindo mais a vontade comigo mesmo diante daquela confusão que se tornara minha cabeça naquele instante pois é como se a pressão sentida por todo mundo se confundisse com a mesma que eu me imprimo.Contudo, a aula estava tão boa que aos poucos fui me desprendendo de todo o estresse e entrando no universo literário de Clarice Lispector , João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa.
Tudo acabou melhorando e eu tive um resto de dia melhor embora as coisas não tenham mudando tanto e sim a pessoa que vos fala não agüentou seu próprio (mau)humor e mudou. O fato de uma amiga ter passado e a gente ir correndo ver o listão numa alegria só deu-me um novo fôlego e fez com as coisas voltasse ao normal ,não só , mas também pelo fato de ser algo novo a minha rotina (o real grande problema).
A aula de matemática foi interessante e ao contrário das minhas expectativas não foi tão cansativa.Logo depois, voltei caminhando pela rua e pensando sobre minha vida , as pessoas , meu comportamento e sobre meus sentimentos nos últimos dias.
a rede
Não sei se eu estou estressado ou minha mente e organismo entraram em um estado de espera e auto-relaxamento até o vestibular. A verdade é que estou me sentindo diferente e determinado a levar tudo isso até o final.Isso significa que mesmo estressado , algo tem me controlado e eu tenho me dito o tempo todo que preciso ter calma diante de todas as coisas; muito bom.
Nessa semana , começaram as revisões lá no curso e entrei em mais algumas matérias que eu não fiz ao longo do ano.Os professores que ainda não conseguiram concluir os conteúdos marcaram aulas em todos os dias livres até o fim do mês e infelizmente tem de se assim.Tudo vai dar certo ( pensamento positivo).Espero ter boas coisas a contar por aqui depois que tudo passar e acabar bem.
~vontade de ler um bom livro
navegar é preciso
O meu fim de semana foi perfeito. Aproveitei o feriadão ( podem falar um “ohhhhh ” com bastante entusiasmo) e viajei para Recife para resolver umas coisas e paralelamente fazer uma visita que estava devendo a duas amigas. O resultado foi o melhor possível.
Curtimos cada momento como nos foi possível e nos foi possível bastante.Saímos juntos , comemos , colocamos os assuntos em dia ( entenda-se fofoca positiva mas será que é isso existe? ) , caminhei na praia , vi filme , comi fora e fiz todas as coisas que um ser humano , ou seja , uma espécie de vida quase que desconhecida por um vestibulando estressado , faz.Aproveitei pra falar coisas sérias com as pessoas devidas mas tudo não deixou de ser feliz em momento nenhum e até mesmo com os animais eu tive momentos de afinidade pois eu não gosto de cachorros.
A realidade já voltou e da maneira mais contundente. Resta pouco tempo até minhas provas , estou cansado e na expectativa que tudo dê certo. Agora tudo respira ao dia 25 de Novembro e como um piloto de fórmula um meu pouco espaço para agir e minha mente precisa está completamente harmonizados para vencer a corrida.
Resumo :
“Eu tive um fim de semana tão bom quanto eu esperava porque estive a vários quilômetros distantes da solidão.Não tenho mais dúvida que para se viajar é preciso navegar distante do marasmo e do mesmismo , é impulsionar-se ao encontro de quem se ama , sejam amigos ou amores , é estar ao lado; junto.Eu falei junto…. “
http://www.youtube.com/watch?v=DR2DpgV8fPw
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