Eu vou, venho e me teletransporto com facilidade. Não me esqueço que sou errado, errante, decidido, convicto, indagante. E sempre será…
”O sempre” que não existe, ainda sou pequeno pra ver o fim. Vivo numa mudança constante, a caminhada é mais feliz que se pensa, oportunidades vão e vem e viver é a maior e mais correta delas. É incrível como, apesar de tudo, inclusive das palavras, sempre acredito que o melhor pode acontecer. Acho que, no fundo, nasci otimista com uma razão cheia de por quês.
Sempre aproveito meu tempo livre no trajeto da universidade pra um velho hábito: pensar. Faço do meu caminho uma rotina trilhada por músicas aleatórias no meu iPod e, logo cedo, permito-me viagens complicadas, divertidas e densas. Hoje entendi que venho amadurecendo, sobretudo, idéias.
Vi que todos somos feitos de medos e impulsos. Condições que brincam de dados e cabo-de-guerra, sob alguma interferência nossa que somente o tempo nos ensina o quanto somos os pais que limitam e as crianças que sempre querem brincar. Seria lúdico mas não o é. Eu me vi jogando pião e que fique registrada aqui a percepção óbvia (pra mim) dessa brincadeira pequena, cujo jogador amarra o objeto com cordão firme, mira o alvo e, com alguma pontaria e destreza, lança o brinquedo fazendo-o girar. Tudo depende do lance e do rápido equilíbrio irracional para o tempo e a qualidade do giro, tudo são segundos. É assim que eu brinco: perdi os medos, levo a sério a brincadeira, quero continuar.





![Desire.. [Explored] 22.2.12 Desire.. [Explored] 22.2.12](http://static.flickr.com/7194/6921502699_4cb090c84f_t.jpg)




