Posts de Julho, 2009|Página de posts mensais

Direito final

Eu vi a dita cuja. Não que este fato vá mudar a minha vida mas valeu ao menos uma longa reflexão, afinal, a criatura foi a mulher que mais amei na vida e que de longe merecia metade do que eu dei e tinha guardado para compartilhar. Dizem que o corpo suporta somente duas vezes, em toda a vida, a força das reações de uma paixão, não sei se a estatística é verdade quando vem seguida de amor. Isso ainda me importa

Foi sofrido por muitos dias, que mais pareciam anos, hoje, é indiferente e nenhum pouco nocivo. Cresci. Contudo, nada tira o fato que eu vi a cena ou, falando melhor, uma encenação das grandes e por esta razão me irrito de maneira quase cidadã.

Como pode alguém viver feliz assim? Quanto vale o peso de sustentar uma mentira? Quanto tempo é possível segurar uma barra assim? As respostas são incompletas e concomitantemente certeiras usando-se de senso comum: Pode-se viver sustentando uma mentira mas não por muito tempo. Os danos são certos, mas as pessoas insistem (um direito, claro)

Enfim, assim como sempre, nossas vidas nunca andaram iguais e nos momentos que tudo esteve mais próximo só um coração se enganou (não aconteceu). Hoje passou como você passou por mim, você não me ver porque não é mais necessário e eu só te avistei pra perceber que não preciso disso. Naquele momento exorcizei a raiva e a pena com sabedoria, compaixão por muito tempo foi crucifixo, hoje, é água benta. É melhor você bem longe de mim. Qualquer coisa com você: Nunca mais